28.4.08

Ai ca nervos!


Loja do cidadão da cidade cá do Credo, 19:00h. Depois de acelerar para encontar o estaminé aberto, depois de um longo dia que começou numa tipografia, seguindo-se uma imobiliária e ainda duas escolas diferentes, uma Celeste afogueada tentava renovar o seu bilhete de identificação de cidadão nacional (pois que remédio, se não há outro!).

Depois de tirar a respectiva senhinha, lá espero impacientemente a minha vez. Grande algazarra entre o mulherio que está no atendimento e o que está a ser atendido, mas entendo que deverá ser por causa de um velhinho com o qual me cruzei no andar superior (lá se devem ter esquecido de mudar o estado civil quando a esposa faleceu, para aí há vinte anos, como aconteceu à minha tia Ceú!) e relevo, aguçando a paciência.

De repente, uma das atendedeiras dirige-se ao público em geral:
Atendedeira 1: "Quem está a seguir?"
E, perante o meu ar intrigado com a simplicidade do seu método de atendimento, ainda por cima face às máquinas tecnologicamente avançadíssimas e cheias de ecrãs que se encontarvam ainda plastificadas a um canto, retorquiu:
Atendedeira 1: "E a senhora é para quê?!"
Celeste :" Para renovar."
Atendedeira 1: "Ai, então tem que comprar um impresso. Já comprou?!"
Celeste: "Impresso? Não... onde posso comprá-lo?"
Atendedeira 1: "Tem que tirar uma senhinha ali além!"
Celeste: #"$%/&%&$& - entredentes e tal, mas as trombas não deram para enfiar dentro dos dentes! Sim, porque na dita máquina não vinha nenhuma opção impressos... e ainda por cima, pareceu-me que me estavam a passar à frente. Humpf! "Já me podiam ter dito, que tristeza!"

Lá tirei a outra senha, e dirigi-me a uma outra atendedeira a mando da primeira. Esta segunda atendedeira pública estava numa amena cavaqueira com uma senhora de meia idade, assim com uma cor de cabelo bem gira que até me chamou a atenção. Olhou para mim, e eu para ela, e lá continuou sentadinha na sua cadeirinha. Estive vai e não vai para me sentar ao seu lado, mas lá achei melhor não.

Senhora do cabelo com a cor gira: "Pois... mas o divórcio não foi cá. Foi no Porto."
Atendedeira 2: "Foi no Porto?"
Senhora do cabelo com a cor gira: "Sim, foi no Porto. Então e agora não há problema com blá, blá, blá?" - muy calmamente...
Atendedeira 2: "Não, não deve haver. Mas agora temos que aguardar, não podemos fazer nada por enquanto." - com um ar de Eduardo Sá discursando sobre a relação objectal.

Enquanto isto, a Celeste ali estava, tipo emplastro, querendo apenas comprar uma merda dum impresso para correr para a colega atendedeira e renovar o seu cartão de identificação de (explorado, pobretanas e mal atendido) cidadão nacional. Enquanto isto, o tempo passava, e era o único dia da semana em que poderia dar-me ao luxo de lá ir, estando o dito cartãozito a caducar. Falavam pelos tanoys, "ai e tal, já nem damos mais senhas".

E os olhos a arderem porque precisava de tirar as lentes de contacto, e os saltinhos das botas mailindas a chatearem... e aquelas tipas a pastar, marimbando-se para o emplasto. Continuavam:
Senhora do cabelo com a cor gira: "Pois... que chatisse... e blá, blá?" - cara de pau, merecia era que eu sacasse do isqueiro e... aiiii!
Atendedeira 2: "É... mas aguarda-se." - carinha à la Eduardo de Sá. Grandessíssima funcionária pública!

Lá me controlei por duas vezes, tendo decidido aguadar pelo final da amena cavaqueira. Contudo, à terceira não agueitei mais:
Celeste: "Olhe, eu queria um impresso, se faz favor."
Atendedeira 2: "Desculpe, mas tem que aguardar pela sua vez que agora estou a atender esta senhora." - com cara de cé-a-mim-não-me-podem-despedir-toma-lá! Virou-se para a senhora do cabelo mais-ou-menos, e disse outro "Pois", porque aquilo NITIDAMENTE já nem havia assunto!

A LATA!!! A atender? Conversinha de café, troca de receitas, psicanálise, ainda vá! Agora atender? O assunto, fosse ele qual fosse, já estava resolvido quando lá cheguei. Estavam bem sentadinhas, era o que era, e trabalhar faz calo.

Lá tive que engolir e calar, e ainda por cima não pude renovar porque eram precisas duas fotografias e eu só tinha uma. E, no estado em que já estava (Ai, grrrrr!) achei por bem vir-me embora, antes que decarregasse na desgraçada da máquina das fotografias.

De qualquer forma, tomei duas decisões:

1 - É melhor renovar o B.I. na minha cidade, que as pessoas (e pasme-se, até as atendedeiras públicas!) são mais civilizadas e eficientes;

2 - Da próxima vez, dou o grito de Ipiranga contra a educação castradora e peço o livro de reclamações. Até posso não ter razão, mas o cartãozinho de identificação de cidadão nacional diz que tenho o direito de fazê-lo. Olarilas!



27.4.08

O ciclo trangeracional


Nem sempre um pai negligente tem consciência de sê-lo, e é muito importante notar que a falta de proximidade emocional e a incapacidade de conter as angústias e inseguranças da criança também pode ser negligência. E, para este ciclo se perpetuar, nem sequer é necessário que chegue ao ponto desta "hang out with bad crowds"...

Imagem daqui

16.4.08

Hoje ganhei a época



"Nhac, Nhac... que águia tão rija!"

Nota de Redacção: Sorry, mas também merecemos... :D

3.4.08

Ai que seca...




You Are a Normal Girl



You are 50% Good and 50% Bad

Sure you've pulled some bad girl stunts in your past.

But these days, you're (mostly) a good girl.

Já está!




Bem... já, já também não. Ainda falta uma mão cheia de borucracias (finanças, seg. social, etc) , mas o B&C está constituido, é oficial.

Nota de Redacção: Daqui para a frente é só desembolsar... ai, ai!

2.4.08

É amanhã!

Que o meu B&C vai ser constituido oficialmente, com direito a registo notorial e tudo. Desde Setembro que ando à espera deste dia!


Mas nem tudo é um mar de rosas, ser empresária nos dias que correm não é certamente nenhuma pêra doce! Já passei por algumas dificuldades, e muitas mais estarão ainda para vir. Contabilidade, finanças, IRC, contas e mais contas... coisas que me assustam. Muito.

Ainda não sei se me aprovam o projecto, mas tenho que avançar. Time is money, já dizem os outros, e todo este esforço financeiro, intelectual e pessoal é (deixemo-nos de coisas!) mesmo para poder vir a ganhar dinheiro. Para viver e não apenas para sobreviver.

A minha sorte está assim lançada...


No entanto, ser psicóloga é aquilo que mais gosto de fazer, e as crianças combinam com a minha energia, dão-me ânimo e vontade de me ultrapassar e fazer (ser!) sempre melhor. Fora de tretas, só elas me podiam ter levado a meter-me num projecto assim. Elas e as condições de empregabilidade neste país, é certo...

Mas a perspectiva de ter esta maltinha porreiraça todo o dia a redopiar por ali, com as suas gargalhadas contagiantes e observações pertinentes e sinceras, enche-me de coragem para o desafio das etapas que se seguem.

Então e poder contribuir para devolver o brilho a alguns sorrisos mais apagados, e ainda por cima ganhar a vida com isso, faz-me acreditar que sou capaz, e que o B&C tem pernas para andar!

1.4.08

Para o Lolas

Poças amigo, então?!


Tu nunca ouviste dizer que ele não há duas sem três? É que já tenho calos no rabo...

E parabéns também à I!


Feliz aniversário I!


E, já agora, tudo de bom para os teus projectos.

Conheço a I vai para... hum... 10 anos (Ufa!), e embora nem sempre próximas, fomos fazendo o curso a par, cada uma lá com as suas atribulações. Sim, que isto todos sabem que psicólogos não são gente lá muito certa! :)

Se há pessoas que acabam por nos desiludir, felizmente há outras que se revelam uma boa surpresa, e a I é uma delas. Talvez por ter um projecto de vida similar ao meu em termos profissionais, e por partilhar do meu entusiasmo pela psicologia e pela diversidade dos universos pessoais de cada indivíduo, ultimamente as partilhas têm sido muitas.

Tenho muito orgulho na I, que acaba de entregar a tese de mestrado que irá transformá-la num dos poucos profilers portugueses (ou do género!). É claro que mora na capital e não num credo qualquer, é bem certo, mas mesmo assim é um facto digno de registo.

E, por ser uma pessoa sempre muito coerente no meio das suas incoerências, próprias de alguém complexo e com profundidade de alma, a I até vai ganhar um prémio Celeste(tcharaaaan!):

Prémio Celeste pessoa mais coerente

Sobre a I falta apenas dizer uma coisita pouca: embora todos os meus amigos e pessoas de minha relação sejam cognitivamente dotadas, ela é a mulher mais inteligente que conheço. É psicóloga, mas podia ser engenheira física, se lhe desse na real gana.

Parabéns I, pelo aniversário e pelo resto. Que venham muitos mais anos de partilhas, e também muitos sucessos.

Parabéns à Mix!

A Mix, que é a gaja mais porreira que conheço, na verdadeira ascenção da palavra (boa gente e simples!), conseguiu livrar-se do trabalho aborrecido e desgastante que tinha - ontem- e iniciar uma actividade nova e estimulante, num novo e promissor emprego - HOJE!

E não, não é mentira.

Imagem daqui

Mix, tu mereces e eu estou muito contente por ti!