31.7.09

As boxes, finalmente...

Este ano tem sido pesado... muito bom e positivo, mas pesado. Muitas mudanças e necessidade de adaptação a vários contextos, a várias realidades. Duas terra diferentes, dois trabalhos diferentes, muitas pessoas novas. E várias delas fantásticas! Amigos da vida real e amigos da blogosfera.

Apesar do cansaço ser muito, estou feliz. Finalmente faço o gosto nas condições mais ideias possiveis presentemente: contracto de trabalho, com direito a segurança social e subsídio de alimentação. E (segurai-vos bem!!!) num sítio com bom ambiente!

Assim, e apesar dos apesares e de nada ser completamente perfeito, acho que não me posso queixar por aí além, até porque tenho hipótese de continuar onde estou.

Mas tudo isto exige trabalho e muita dedicação, por isso...


E garanto que são merecidas!
Beijos, abraços, muitos palhaços e até ao meu regresso.
Nota de Redação: Com uma cabeça novinha em folha, esperemos...

25.7.09

Vou-me...


Matar saudades do Credo. Matar saudades de casa. Porque é sempre um lugar nosso, onde reconhecemos a nossa essência, as nossas raízes.

Ver a família, saborear a comida, sentir os cheiros da nossa infância. E também dar colinho ao gato mais meigo do mundo!


Nota de Redacção: Lindo ou quê, o meu Miminho?

24.7.09

É vero! Ou bera...


Imagem daqui

Apesar de não ser professora, vivo, e sempre vivi, rodeada deles (oh karma!). Então, nos tempos que correm, e devido às grandes mudanças que se vivem na educação(?), até a mesa do café ou a esplanada da casa da amiga servem para arranjar uma espécie de mini-conselho de docentes. O assunto é (quase) sempre o mesmo: indisciplina e estatísticas.

Confesso que sinto por eles...

22.7.09

Oh my Dog!!!!!


Lady pá, onde andas? Quem te fez mal, carago?

Então hoje fui para visitar um blog que adoro, de uma miúda absolutamente genial e divertida que escreve maravilhosamente bem, e.... tinha desaparecido!!!

Tanto blog aí para desaparecer, logo tinha que ser o teu?

Volta Lady! Oh my Dog, e agora que fazemos nós sem ti, hein?

Here's a thought!


Imagem daqui

Às vezes faço tantos filmes que acho que me enganei na carreira... Nunca vos acontece?

Pfff!!!

Cansativo...

21.7.09

Com heranças destas... ó pá!


Da cultura Grego-Romana herdámos os nossos valores (ditos) ocidentais de democracia e pluralismo. E um sentido artístico apurado, e obras de arte de lhe fazer justiça. Uma mitologia inspiradora capaz de influenciar as teorias dos psicanalistas e filósofos pós-modernos. E os genes, claro!

E eu, como sou chique, herdei uma tal de Talassemia minor (felizmente!), que é como quem diz, uma anemia congénita que me fez andar de língua de fora nas últimas semanas. Ai e tal…

Obrigadinha aí, ó antepassados. Mas fiquem a saber que se, por acaso, voltar a existir uma pandemia de malária por estas bandas, eu fico em vantagem, pronto!

Até lá, comprimidos de ferro em alturas de cansaço. E operação biquíni 2009 abortada.

Nota de Redacção: Fo&%$##!

8.7.09

Obrigada mesmo, ó pessoal!


Este ano mudei de trabalho e de cidade duas vezes. E ambos para melhor, felizmente.

Onde estive antes não interessa, porque prefiro dar importância às coisas boas e é assim que quero viver.

Aqui na terra dos melões, dos touros e dos pampilhos (é também um bolo bem bom!) fui muito bem recebida. Com sorrisos, com interesse, com vontade de integrar alguém que vinha de longe, de uma terra que muitos nem sabiam bem onde ficava. Alguém que estava sozinha... Isto tanto na escola como na rua, no cabeleireiro ou no supermercado.

Ao fantástico povo ribatejano tenho que agradecer o calor com que me receberam, além da alegria e do amor à liberdade que o caracterizam.

Então obrigadinha pessoal! E por mim continuo por cá mais algum tempo.

Nota de Redacção: E um agradecimento muito especial para a ribatejana mais fixe de todas, a grande Marilu!

6.7.09

Parabéns puto!


Apesar do que eu possa pensar acerca dos valores absurdos e da histeria que rodeiam o futebol, foi uma vitória. Nem que fosse para ouvir Xutos no Estádio Santiago Barnabeu...

E, estranhamente, gostei da sua postura, da segurança.

Nota de Redacção: Ok, devo estar doente! Vou ai tomar um Nimed e já volto.

2.7.09

"Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"


"Eis parte do enigma.

Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante a sua longa carreira politica.

A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo em Paris.

A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu, o processo de descolonização.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.

A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.

A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".

A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.

A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.

A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.

A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda campanha presidencial.

A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume no caso Emaudio e no caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.

A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume às "ligações perigosas" com Angola, ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).

A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).

A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles, esse território de grande importância estratégica para Portugal.

A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da Republica Portuguesa.

A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.

A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.

A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente no incêndio dos Paços do Concelho.

A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a cinco milhões de Euros.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de dois milhões e meio de Euros, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.

A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.

A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.

A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era, claro está... João Soares.

A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.

A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.

A lucidez que lhe permitiu considerar Jose Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.

A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.

A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.

No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai. Vai... e não volta mais."


(De fonte anónima, fazendo-se passar pela Clara Ferreira Alves)
E recebido por email. Obrigada C., anyway...

Eu, pessoalmente, sinto-me bastante lúcida ao repudiar uma figura que consegue a distinta proeza de representar o pior, tanto dos políticos, como do povo português.

1.7.09

Pessoas!


Imagem daqui... muito interessante, vejam!

Gosto de vestidos, botas e carteiras. Gosto de ler e gosto de navegar na internet. Gosto de museus e também de restaurantes acolhedores. Gosto da praia, de havaianas e do pôr-do-sol. Gosto de muitas coisas diferentes...

Mas do que eu gosto mesmo, mesmo, é de pessoas. Com elas aprendo, com elas me sinto uma parte de um todo. Rio às gargalhadas, choro, emociono-me... Sinto.

E, abençoados sejam os céus, ao longo da minha vida tenho tido a sorte de encontrar algumas fantásticas. Pessoas plenas, generosas, de alma grande. Algumas originais, outras nem por isso. Mas todas elas me foram acrescentando algo, ajudando (afinal!) a construir a Celeste de hoje.

Que venham mais, que nós sozinhos somos muito pequenos.

E as outras? Óh, essas não interessam, e já nem me lembro delas.