29.6.08

Como nós mudamos, meu Deus!



Your Political Profile:



Overall: 20% Conservative, 80% Liberal

Social Issues: 25% Conservative, 75% Liberal

Personal Responsibility: 0% Conservative, 100% Liberal

Fiscal Issues: 0% Conservative, 100% Liberal

Ethics: 0% Conservative, 100% Liberal

Defense and Crime: 75% Conservative, 25% Liberal

E logo...


É só um palpite.

Nota de actualização: ainda bem que não tenho o vício do jogo...

28.6.08

Uma breve nota pela liberdade


Hoje, em Lisboa marchou-se pela igualdade de direitos entre todos os seres humanos, independentemente de quem amam ou desejam. Eu, que até acredito na teoria deste senhor e tudo, além de ter a liberdade como valor e directriz pessoal, deixo aqui o meu apoio a esta luta.

E faço votos para que um dia o único factor de julgamento de um ser humano seja apenas e unicamente o seu carácter.

Ai crise, a exploração e o cansaço


Mas um dia hei-de ser tão boa naquilo que faço que não vou ver-me coagida a trabalhar 3 vezes mais horas do que as que efectivamente me pagam... e a recibo verde, claro.

Nem tenho ânimo para comentar os blogs amigos sobreviventes (Rocky e Leonor, voltem!), dasse!

E já agora, merda para a Classificação Internacional da Funcionalidade e para o modelo biopsicossocial aplicado às escolas. E para o 03/2008, que é uma grande treta e vai acabar com a escola inclusiva. Humpf!

Esboço de Emily R. Feingold

27.6.08

Então felicidades J.


A J. é uma ex-aluna muito estimada cá pela Celeste. Não, não é por ser um anjo, antes pelo contrário. Era já (quase) adulta quando a conheci, e daquelas vividas. Tem um sentido crítico apurado e um feitio de mu... cof, cof, determinado, que apenas sevem para encobrir uma alma sensível aliada a uma mente (muito!) inquieta.

A J. cresceu ainda mais e amanhã vai inaugurar um tasco. E eu, que sempre disse que ser taberneira era uma boa opção para uma psicóloga, desejo-lhe toda a sorte do mundo. E muita paciência para aturar os bêbedos...

Boa sorte miúda, e cuidado com a ASAE!

Nota de Redacção: E saí uma musiquinha a condizer...

23.6.08

Com uma data de programas dos bons...


E passei o primeiro fim-de-semana de Verão inteirinho a fazer relatórios. Sweet...

Nota de Redacção: Aiiiiiiiiiiiiiiiiii!

20.6.08

Para que é que uma galinha atravessa a rua?




Outra criação do the rut

Tenho saudades


Saudades do Verão à séria, da praia, das havaianas e do fino com a ameijoa na esplanada. Que bem que sabem as férias grandes... não pensar em nada, só descanço, sol e mar. Dormir... muito!


Bem-vindo sejas Verão!

16.6.08

Resposta aberta à querida C. (do Lolas)


Antes de mais, o meu trabalho é contextualmente diferente do teu, e depois devo relembrar-te que ainda andava eu a processar as minhas (muitas!) questões existenciais, já davas aulas. Sim, és uma moça certinha (e proveniente de uma família equilibrada, refere o Lolas amíude, com notória admiração!), embora não sejas aborrecida... não te apoquentes!

Acontece que neste ponto és uma excepção, infelizmente. A mim, pessoalmente, o que traz enamorada pela minha profissão e pelos adolescentes é o facto de poder contríbuir (ainda que modestamente) para que algumas das suas angústias tenham resposta, ou pelo menos direccioná-los nesse sentido. Escusado será dizer que tenho alguma predilecção pelos mais complexos e atormentados, pelos idealistas e algo desajustados. São mais desafiantes, mas igualmente mais recompensadores.

Nesta idade, uma palavra de compreensão ainda vale muito, ainda tem algum poder. Não existem ainda aqueles sofrimentos cristalizados, resistentes à ajuda do outro. Eles ainda acreditam, mesmo quando desconfiam. Acreditam no amor, na amizade, na justiça, mesmo (e especialmente!) quando o negam, quando lhes renunciam.

Não tenho ilusões, sei que o trabalho com adolescentes serve também como uma expiação pessoal, um meio de compensar a falta que eu própria senti de uma palavra que me afirmasse o meu valor enquanto pessoa, que me mostrasse algum direcção. Sim, no fundo é uma troca.

Também fazem-me sentir sempre (mais!) jovem, fazem-me rir com as suas piadas estúpidas e ocasionalmente brilhantes, surprendem-me com a sua perspicácia e emocionam-me com os seus sonhos. Embora os respeite a todos, por alguns tenho um carinho especial. Descobri que há meninos com histórias de vida muito difíceis, que acarretam muito sofrimento, muita revolta, por vezes vontade de desistir. E fico mais que feliz quando me deixam aproximar e, ultrapassada a atitude de oposição inicial, me vão bater à porta do gabinete para partilharem comigo as coisas que trazem dentro deles e que precisam de processar, de externalizar. A S. conta como faltava às aulas dias a fio, enganando tudo e todos, para ficar a olhar a água do rio, e de como esta a atraía, o D. explica porque não suporta a ideia de um homem bater numa mulher, o R. partilha a frustração sentida pela justiça que tarda e pela mudança de planos que um automobilista alcoolizado pode provocar numa família. "Não há justiça neste mundo, mesmo (...) e eu só pergunto porquê? Porquê a mim?!"; "Pois não querido, infelizmente o mundo é mesmo assim. Tem muitas coisas boas, mas justo nem sempre é (...) nem vale a pena pensar muito nisso, não há resposta R., por mais que a procuremos".

A minha personalidade jovial e o facto de ser uma menina-mulher é uma vantagem para lidar com eles, entendem-me como uma adulta pouco chata, assim meia excêntrica e pouco convencional, que diz coisas engraçadas e responde a (eventuais!) provocações com piadas ainda mais sarcásticas que as deles. Uma adulta que lhes explica porque é importante não se ser analfabeto funcional, e que a droga afinal nem é assim tão fixe, mas sem dramas, com naturalidade e sem condenações. Respeitam-me porque sentem que eu também os respeito, acabam por confiar em mim quando percebem que lhes quero bem. Trata-se de uma conquista. Isto é igualmente uma gratificação para mim, que não tendo vocação para madre Teresa (cof, cof!), tenho uma grande capacidade de amar, no sentido biblíco da coisa. Tenho oportunidade de praticar este impulso que sinto, e isso faz-me muito feliz. Felicidade mesmo, no sentido mais literal da palavra.

Para finalizar, embora ressalvendo a diferença de objectivos das nossas funções profissionais, apostava um dedinho em como és uma excelente professora, humana e preocupada. Apesar de já possuír informações fidedignas quanto ao teu profissionalismo, não poderia ser de outra forma, tendo em consideração a pessoa extremamente sensível e bem-formada que és. E aposto o dedinho da outra mão em como sabes, tão bem quanto eu, o bom que é conhecer jovens brilhantes e promissores, seres extremamente dotados e criativos, pessoas que nos fazem acreditar que o futuro ainda poderá (mesmo!) vir a ser melhor.




Will somebody wear me to the fair?
Will a lady pin me in her hair?
Will a child find me by a stream?
Kiss my petals and weave me through a dream

For all of these simple things and much more a flower was born
It blooms to spread love and joy faith and hope to people forlorn

Inside every man lives the seed of a flower
If he looks within he finds beauty and power

Ring all the bells sing and tell the people everywhere that the flower has come
Light up the sky with your prayers of gladness and rejoice for the darkness is gone
Throw off your fears let your heart beat freely at the sign that a new time is born



Nota de Redacção: Dentro de cada homem vive a semente de uma flor :)

11.6.08

Ai socorro!


Imagem daqui

Vossas mercês fazem-me um favorzinho, pode ser? Deslarguem-me, sim?

Xô, andeca já disse!

Rais parta o preço da psicanálise, caraças!

8.6.08

Jantar do 9ºC - parte II

H: -"Ó stora, conhece aquela série Weeds?"
Celeste: -"Sim, conheço. Porquê?"
H: -"A stora é muito parecida com a personagem principal, está a ver quem é? Só com o cabelo diferente!"



Celeste: "Ai é?! Olha olha, pensando bem até me estás a dar uma perspectiva de carreira, que isto da Psicologia... humpf!"

Quanto à minha dita sósia, a actriz em questão não está mal, podia ser pior. Se é parecida ou não, beats me! A minha percepção da auto-imagem física não é das mais apuradas.

7.6.08

Jantar do 9ºC


Na noite de 6ª-Feira, as ruas encheram-se de grupos de adolescentes que festejavam o início de uma nova etapa e assinalavam o término de um percurso partilhado até então. Acima de tudo celebravam a amizade, que na idade deles é pura e dura para sempre.

Um ou outro professor foi convidado e aceitou, eu fui uma delas. Claro, como não poderia deixar de ser, que eu faço questão que eles saibam que os respeito (mesmo a beberem orgasmos e a fazerem barulho!) e que ainda me lembro muito bem de quando tinha 15 anos. Afinal, não foi assim há tanto tempo! (cof, cof, cof...)

Conclusão: uma noite bem passada com algumas saídas surprendentes e muitas gargalhadas, e no final foram todos para casa direitinhos. Pá, adoro esta maltinha... muita sorte miúdos!

4.6.08

Finalmente...


Gosto deste senhor, já expliquei as minhas razões aqui. Agora que Obama é o candidato oficial do partido democrata, poderemos bem estar a viver um momento histórico para a "babilónia" e para o mundo.

You go boy!!!

3.6.08

Estou-me bem a marimbar!


Isso mesmo, tanto se me dá que ganhem ou percam, estou-me perfeitamente a marimbar! E explico porquê:

Razão nº1: Acho obsceno a quantidade de dinheiro que esta gente ganha para dar uns chutos numa bola, ainda mais numa altura em que a maioria de nós vive em desgaste mental constante por causa das contas (dos créditos, do preço do infantários dos putos, do pão, da gasolina, e etc), para já não falar do desemprego. A minha pornografia quem escolhe sou eu, carago!

Razão nº2: Estas almas andaram a pavonear-se cá no meu Credo, segundo as pessoas aí (que eu não vi, claro! Mas vi o aparato das motas e sirenes que acompanham o dito autocarro. Adivinhem lá quem paga, quem?!), foi uma vergonha: andavam sem olhar para ninguém, sem sorrir, a starlet do Cristiano Ronaldo a cuspir para o chão quando passava pela populaça (deve ser nobre, coitado!) e até parece que atirou ao chão a caneta de um miúdo que lhe estava a pedir um autógrafo. O puto começou a chorar (deixa lá miúdo, um dia também lhe há-de caír a crista e outras coisas, tem calma!) e as pessoas ficaram indignadas, e a miudagem ainda mais. Cheira-me que não vão haver muitas bandeirolas por aqui... hopefuly.


Razão nº3: Não gosto lá muito de gente... como hei-de dizer... com um nível cognitivo abaixo do esperado para a sua faixa etária, mesmo que tenham umas pernas do caraças e sejam um bom ganha-pão para a imprensa. E tenho dito.

Razão nº4: Se o meu país fosse reconhecido por outras razões como, por exemplo, a política social irreprensível, o excelente sistema de saúde, a educação generalizada e com boas infraestruturas, a baixíssima taxa de desemprego, etc, etc, e especialmente pela incorruptibilidade dos seus políticos, isso é que era conversa! Agora por meia-dúzia de jogadores e treinadores vaidosos? Poupai-me, ó senhores...

Nota de Redacção: E aquela dos portugueses lhes irem a empurrar o camião... pfff, infeliz!

2.6.08

Where else?!




You Belong in Soho



Although you may not be a professional artist, you do dabble in one form of art or another.

And you indie culture of all kinds - from little boutiques to art house films.



1.6.08

Porque hoje é o dia deles


Quem me conhece sabe do meu apreço por esta maltinha. Está certo que, por vezes, nos levam aos limites da nossa paciência, mas se estes andarem por baixo, não são eles que têm culpa, não é? Acima de tudo, as crianças apreciam viver! São genuínas e enérgicas, e raramente agem de má fé.

Eu gosto delas porque ainda acreditam, ainda vêm o mundo colorido, ainda ouvem os animais falarem. E porque deles é o futuro...

Nota de Redacção: Por favor, nunca esqueçam a importância de defender os direitos dos humanos mais pequeninos, ok? Por vezes o sistema político e social fá-lo...