19.7.08

As luzes e as sombras

Abençoada seja a cidade grande. Abençoados os risos, a luz, a música, as histórias que se cruzam juntamente com os olhares. Dou graças pelo corropio de vida (e de vidas) que te seduz, pelo brilho de tantas luzes, de tantos olhares. Pela excitação de múltiplas oportunidades, de mil aventuras, das infinitas conjecturas com que se poderá cruzar o destino.

Abençoados sejam por afastarem de ti as sombras. As das gaivotas e as da tua alma.

Imagem daqui
Na nossa cidade conhecemos todas as luzes, e então o luar já projecta algumas sombras. Por vezes inquietam, toldam o futuro, parecem vencer-nos...

No campo então, as sombras das criaturas continuam a projectar-se na alma dos homens, tal como acontece à gerações, como acontecia com os nossos antepassados. O cheiro da terra quente não ajuda, faz lembrar uma prisão.

Os dias parecem todos iguais, as pessoas também. Pior, os desejos amortecem, a inércia tende a instalar-se, tal como uma morte ainda em vida. A morte dos sentidos, do sentir, do que de mais precioso temos.

Imagem daqui
"Como lutar contra isso?" - perguntas-me tu? Como sobreviver sentindo, desejando, crescendo?

"Encontrando a luz, a vida e o brilho dentro de nós!" - respondo-te eu. Sendo seduzidos pela vida de dentro para fora, e não de fora para dentro.

Aqui, eu consigo combater o luar esmagador, o silêncio e as minhas sombras porque tenho muitas luzinhas cá dentro. Luzes do passado, do presente e, ainda mais importantes, do futuro. Luzes que vou coleccionando pela vida fora, exactamente porque nunca sabemos quando teremos que ser (apenas) nós a espantar as sombras, o medo, a angústia.

Essas luzes, essa vida intensa que existe dentro de mim, são as pessoas maravilhosas que vou conhecendo (que as outras esquecem-se), as muitas coisas que ainda quero aprender, e os objectivos que vou concretizar. O amor ao meu semelhante, que me ilumina como uma tocha, e o meu amor-próprio, pelo qual muito tenho lutado... porque sem ele, nada.

Uma das luzes que brilha vividamente dentro de mim é a tua memória, uma memória construida ao longo de alguns momentos e muitas etapas. O sentido de humor subtil, o toque delicado, o sorriso doce. A tua calma, a paz aparente. E saber que existes, que estás aí. Aí, onde o mundo vai espantando as tuas sombras.

6 comentários:

Paula disse...

Celeste, cum carago!
Da maneira como falas de alguém, que só tu sabes quem é mas, é evidente que é muito especial, até me arrepias a alma.
:)
Bjs!

Esoj Odnuges disse...

Hum...

Anónimo disse...

Celeste?!!!!

Que nova (?) faceta é esta que aqui temos? Andarei eu tão distraída que não te percebi embalada pela saudade? Hummm... Vou passar a estar mais atenta...

C. do Lolas

Juka disse...

itcha :o
esta senhora abusa mesmo!
é só sabedoria! :D *

Celeste disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Celeste disse...

Paula,
Sim, para mim é muito especial. Tem defeitos, por certo, mas qualidades inegáveis. E é fofinho! :)

Beiji** :)


Esoj,

Pois...
****

C do Lolas mailinda,
Calma amiga, não tenho andado especialmente saudosista assim. É uma coisa quase existencial, um patamar de sensações que nunca voltou a ser atingido.

Cumé, para a praia este fim-de-semana?! :D

Beiji***


Juka,
Esqueci-me de referir os alunos, os adolescentes fantásticos e cheios de vida que também iluminam a minha existência. Mas pode entrar na categoria das pessoas! :)

Beiji**
PS: Não é sabedoria, é por já ser "cota"!